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Pedro Vaga-Lume e Graziella Guimarães

Quando o play do som é ativado, entram em cena Pedro e Graziella com as suas coreografias ousadas. O espetáculo artístico emociona a platéia, envolve o público e causa espanto nos menos confiantes, que não acreditam no potencial de um portador de deficiência múltipla.

Escritor e bailarino por paixão, Pedro da Cruz Oliveira nasceu prematuramente em 1977 e aos dois meses de idade foi atingido por uma meningite, o que o debilitou fisicamente, impondo também algumas limitações mentais. O seu apelido descreve estrategicamente a trajetória de vida de um excepcional que brilha intensamente, assim como o vaga-lume em noites escuras. E as sombras impostas pelo destino não foram suficientes para gerar empecilhos que o impedissem de caminhar e desenvolver o seu potencial artístico e intelectual.

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Pedro Vaga-Lume e Graziella Guimarães
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Pedro Vaga-Lume e Graziella Guimarães

Em 2007, a recém-contratada educadora física da APAE, Graziella Rodrigues Guimarães, enxergou no Pedro o talento que nem todos conseguiam visualizar. E a desenvoltura para a dança começou a ser talhada com muita dedicação, onde as palavras de ordem foram disciplina e concentração. “O Pedro já era um escritor profissional. E eu era muito nova e recém-formada também e foi a minha primeira experiência com pessoas especiais. Com apenas 24 anos de idade, eu precisava me empenhar e muito para que este trabalho desse certo”, contou Graziella ao descrever o maior desafio de sua vida profissional.

Para Pedro Vaga-Lume o desafio foi maior ainda, mas os frutos não demoraram muito a brotar. No mesmo ano, que deu início a esta história, a dupla subia ao palco para a primeira apresentação e mais espetáculos logo começaram a ser requisitados. “A dança já é uma carreira minha. A minha carreira é grande. Não é só ser escritor é ser também bailarino”, relatou o artista em seu segundo livro.
Dançar em um evento que contou com a presença do ator e empresário Marcos Frota foi um dos marcos, fato ocorrido em 2008 durante a 3ª Jornada da Inclusão da Pessoa com Deficiência, em Ituiutaba. “O Marcos Frota é um rapaz tão carinhoso. Eu gostei dele. Foi a primeira vez que eu vi um ator de novela bem de pertinho. Achei bom, maravilhoso”, descreveu.

Enquanto na vida pessoal o Pedro supera desafios diários, cumprindo com maestria a sua missão, o show não pode parar. E ele segue brilhando e encantando o público, por onde tem passado, tirando da dança a força e a coordenação que tanto auxiliam na superaçãodos obstáculos da vida. “Quando estou dançando me sinto liberto, porque mexe com o coração e com o corpo. Ela me ajuda muito, me relaxa, eu fico mais quieto e controlo meu corpo”. O carinho pela parceira de palco também é fator determinante para esse sucesso. “A Graziella me ensinou muitas coisas pra eu poder dançar. Me ensinou subir e descer da cadeira sozinho. Ela é muito carinhosa. Gosto muito dela. Considero uma mãe pra mim”.

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